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Segundo dados do
PNAD, em
2007, a taxa de
literacia brasileira foi de 90% da
população, o que representa 14,1 milhões de
analfabetos no país, já o
analfabetismo funcional atingiu 21,6% da
população.
[3] O
analfabetismo é mais elevado no
Nordeste, onde 19,9% da população é analfabeta.
[4] Ainda segundo o PNAD, o percentual de pessoas na
escola, em 2007, foi de 97% na
faixa etária de 6 a 14 anos e de 82,1% entre pessoas de 15 a 17 anos enquanto o tempo médio total de estudo entre os que têm mais de 10 anos foi, em média, de 6,9 anos.
[5][6]A educação brasileira é regulamentada pelo
Governo Federal, através do
Ministério da Educação, que define os princípios orientadores da organização de programas educacionais. Os governos locais são responsáveis por estabelecer programas educacionais estaduais e seguir as orientações utilizando os
financiamentos oferecidos pelo Governo Federal. As
crianças brasileiras têm que freqüentar a
escola no mínimo por 9
anos, porém a escolaridade é normalmente insuficiente.
A
Companhia de Jesus (
Jesuítas), foi criada desde o seu início, em
1540, com um fim missionário. A
evangelização foi uma das principais metas dos Jesuítas, mas o ensino e a educação também eram metas da Companhia, tanto na Europa como no exterior. As atividades missionárias, tanto nas
cidadesquanto no
campo, foram complementadas por um forte compromisso com a
educação. Este assume a forma da abertura das
escolas para os jovens rapazes, em primeiro lugar na
Europa, mas rapidamente alargado à
América e
Ásia. A fundação de missões
católicas,
escolas e
seminários foram outra consequência do envolvimento dos jesuítas com a
educação. Como os países e culturas onde os jesuítas estiveram presentes eram muito diferentes, seus métodos de evangelização mudavam de um lugar para outro. No entanto, o envolvimento da
sociedade no
comércio,
arquitetura,
ciência,
literatura,
idiomas,
artes,
música e debate religioso correspondiam, na realidade, para a mesma finalidade principal da
cristianização. Em meados do
século XVI os jesuítas estavam presentes na
África Ocidental,
América do Sul,
Etiópia,
Índia,
China e
Japão. Este alargamento da atividade missionária tomou forma, em grande medida, no auge do
Império Português.
Por volta de
1700, refletindo uma maior transformação do
Império Português, os jesuítas tinham se deslocado da
Índias Orientais para o Brasil. No
século XVIII,
Marquês de Pombal atacou o poder da
nobreza privilegiada e da
Igreja e expulsou os jesuítas de
Portugal e seus departamentos ultramarinos. Pombal fechou as escolas jesuítas e introduziu reformas educacionais em todo o Império. No Brasil, as reformas possibilitaram o surgimento de várias instituições de ensino, existentes até os dias atuais.
O
Brasil alcançou a
independência em
1822, e até o
século XX, foi uma grande nação rural, com baixos padrões sociais e econômicos em comparação com a média de norte-americanos e europeus da época. Sua
economia era baseada no
setor primário, possuindo uma
população ativa cada vez maior e menos qualificada, composta por descendentes de
europeus,
indígenas e
escravos ou seus descendentes diretos. Entre as primeiras escolas de direito fundadas no Brasil, estão as de
Recife e
São Paulo, em
1827, mas por muitas décadas, a maioria dos advogados brasileiros ainda estudava em universidades européias, tal como na antiga
Universidade de Coimbra.
Hoje, o Brasil se esforça para melhorar a
educação pública oferecida em fases anteriores e manter os altos padrões que a população espera das
universidades públicas.
Apesar das suas deficiências, o Brasil avança substancialmente desde a
década de 1980. A nação assistiu a um aumento da matrícula escolar para crianças com idades compreendidas entre os 7 e 14 anos, de 80,9
% em
1980 para 96,4
% no ano
2000. Na idade entre 15 e 17
anos esta taxa subiu, no mesmo período, de 49,7
% para 83%.
[9] As taxas de
literacia subiram, de 75
% para 90% em
2007.
[3][editar]Organização e estrutura
A educação brasileira é dividida em três níveis, com diversos graus em cada divisão. O
Ensino fundamental (o primeiro nível educacional) é gratuito para todos (incluindo
adultos), e obrigatória para
crianças entre as idades de 6 e 14 anos. O
ensino médio é também gratuito, mas não é obrigatório.
Ensino superior (incluindo graduação) é gratuita apenas em
universidades públicas.
[editar]Educação infantil
A educação infantil é a primeira etapa da educação básica e tem como finalidade principal, segundo a
LDB "o desenvolvimento da
criança até os seis anos de idade,em seus aspectos
corpo humano,
psicólogo,
intelecto e
social, complementando a ação da
família e da
comunidade."
[10] Ela é oferecida em creches (para crianças de até três anos de idade) e pré-escolas (para crianças de quatro a seis anos de idade)
Na etapa da educação infantil a avaliação se faz mediante um acompanhamento e registro do desenvolvimento de cada aluno, sem o objetivo de promoção (até mesmo para a passagem ao ensino fundamental).
[editar]Ensino fundamental
O
ensino fundamental é obrigatório para
crianças entre as idades de seis e quatorze anos. Existem nove séries nesse nível de educação.
[11] A atual 1º ano em grande medida corresponde à antiga pré-escola do
passado, de instituições privadas, e seu objetivo é conseguir a
alfabetização. De modo geral, o único requisito para matricular uma criança no primeiro ano é de que ela tenha 6 anos de idade, mas alguns sistemas educacionais permitem que crianças com menos de 6 anos se matriculem no primeiro ano. Os
alunos mais velhos que, por alguma razão não tenham completado a sua educação fundamental estão autorizados a participar, embora pessoas com mais de 18 anos fiquem separados das
crianças.
Cada sistema educacional completa esta grade com um currículo diversificado definido pelas necessidades da
região e as
habilidades individuais dos
alunos.
O Ensino Fundamental é dividido em duas fases, denominado Ensino Fundamental I (1º a 5º anos) e Ensino Fundamental II (6º a 9º anos). Durante o Ensino Fundamental I cada grupo de alunos geralmente é assistido por um único
professor. Como para Ensino Fundamental II, há tantos professores como disciplinas.
A duração do
ano escolar é fixada em pelo menos 200
dias pela
Lei de Diretrizes e Bases da Educação. As escolas fundamentais devem dar aos alunos com pelo menos 800
horas de atividades por
ano. Em determinadas escolas o calendário escolar é fixado pelas temporadas de semeadura e colheita.
[editar]Ensino médio
É possível ter uma formação profissional, juntamente com as bases do ensino médio. Esses treinamentos normalmente são feitos nos últimos 2 anos e pode ser tomado durante o 2º e 3º anos do ensino médio. Algumas escolas secundárias proporcionam a formação profissional em
agricultura. Essas escolas têm geralmente uma maior quantidade de
horas por
semana e instrução do curso completo dura 3 ou 4
anos.
[editar]Ensino superior
O
ensino médio é obrigatório para aqueles que pretendem prosseguir com os estudos universitários. Além disso, os
estudantes devem passar um
exame vestibular para o seu curso específico de estudo. A partir de 2009, os estudantes poderão utilizar a nota obtida no
Exame Nacional do Ensino Médio para ingressar em algumas universidades do país.
O número de candidatos por vaga na
universidade pode ser superior a 30 ou 40 para um dos mais competitivos em cursos de universidades públicas. Em alguns cursos com pequeno número de vagas disponíveis, este número pode ser tão alto quanto 200.
O ensino superior no Brasil, como em muitas nações, pode ser dividido em ambos em licenciados e não licenciados trabalho.
A norma brasileira para o grau de
licenciatura, ou "bacharelado", é atribuída, na maioria das áreas das
artes,
humanidades,
ciências sociais,
ciências exatas, ou
ciências naturais, e exige normalmente 4 anos de estudos pós-secundários em uma
universidade certificada. Graus de cinco
anos conduzindo a um diploma profissional são concedidos na escolha de carreiras regulamentadas, como a
arquitetura,
engenharia,
medicina veterinária,
psicologia e
direito. O profissional licenciado em
medicina exige, por sua vez, seis anos de estudos pós-secundários. Residência, e cinco anos de
estágio em um
hospital de ensino. Apesar de não obrigatório o estágio é perseguido por muitos profissionais, especialmente aqueles que desejam se especializar em uma determinada área.
Os
alunos que ocupam um quatro anos de bacharelado ou de um diploma profissional de cinco anos são qualificados para a admissão no curso de doutorado (pós-graduação). Licenciatura de mestrados são normalmente concedidas após a conclusão de um programa de dois anos que exigem desempenho satisfatório em um número mínimo de cursos avançados (normalmente entre cinco e oito classes), mais a apresentação, pelo candidato do grau de mestrado, uma tese, que é analisada por um painel oral de pelo menos três membros da
faculdade, incluindo pelo menos um examinador externo.
Doutorado em contrapartida normalmente requer quatro anos de estudos, durante o qual o candidato é o grau necessário para concluir a graduação cursos mais avançados, passar um exame qualificação doutorado, e apresentar uma extensa dissertação doutoral (tese de doutorado), que devem representar uma original e relevante contributo para o conhecimento atual no campo do estudo a que pertence o tópico da
dissertação. A dissertação doutoral é examinada em um exame oral final público administrado por um painel de pelo menos cinco membros da faculdade, dois dos quais devem ser examinadores externos.
[editar]Cobertura e qualidade
Como um grande
país de rendimento médio, o
Brasil ainda possui várias regiões subdesenvolvidas. Seu sistema de educação está em conformidade e muitas deficiências atormentada pelas disparidades regionais e raciais.
- Taxas de alfabetização de 90% para pessoas com 15 anos ou mais de idade
- 6,9 anos de educação formal, em média. (Nos EUA são 12 anos, 11 na Coréia do Sul e na Argentina 8 anos de educação)
A nação investe 4,3% do
PIB em Educação - o governo federal pretende aumentar progressivamente esse número para 7%
O sistema de ensino público brasileiro foi o pior colocado em um estudo promovido pelo Banco Mundial a respeito das condições dos principais países emergentes para se inserirem na chamada "sociedade do conhecimento", estágio mais avançado do capitalismo.
[carece de fontes]Em
26 de outubro de
2006, a
Unesco publicou o relatório anual "Educação para Todos" colocou o país na 72º posição, em um ranking de 125 países. Com a velocidade de desenvolvimento atual, o país só atingiria o estágio presente de qualidade dos países mais avançados em
2036.
O grau de educacional da população brasileira é ínfimo perto dos outros países
latino-americanos, bem como de outras economias emergentes. Enquanto que a escolaridade média do brasileiro é de 6,9 anos, a dos
Argentinos é de 8,8 anos. O ensino médio completo no país atinge apenas 22% da
população, contra 55% na
Argentina e 82% na
Coréia do Sul.
[14]De acordo com o Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (PISA), o Brasil está sempre em último lugar em
leitura,
matemática e
ciências.
Um estudo da
OCDE de 2007 que mede o aprendizado em ciências comparou a qualidade da educação em 57 países e mostrou que o desempenho médio dos estudantes brasileiros de 15 anos é suficiente apenas para deixar o país na 52ª posição
[16]. O mesmo estudo mostrou o país na 53ª posição em matemática (entre 57 países) e na 48ª em leitura (entre 56)
[17].
Em
2010, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) realizado em
2009 em 65 países mostrou o
Brasil na 53º posição. A avaliação feita com alunos de 15 anos com questões de literatura, matemática e ciências mostrou que quase metade dos estudantes brasileiros não atinge nível básico de leitura.
[18]Mesmo regiões economicamente ricas apresentam problemas, como o Estado de
São Paulo, que não conseguiu ultrapassar até mesmo a média nacional em nenhuma das três áreas avaliadas - ciências, leitura e matemática.
[19]Segundo dados do
PNAD em 2008, a taxa de
analfabetismo no país é de 10% entre a população com mais de 15 anos. O índice cai para 4% entre os menores de 15 anos.
[20]Outro grande problema na educação brasileira, atualmente - nas escolas públicas em geral, principalmente no ensino fundamental e médio - é a violência e o
bullying, que é criticada principalmente pelos responsáveis dos alunos que estão preocupados com a segurança. A falta de professores no ensino público por causa desse problema faz com que sejam contratados professores sem muita experiência.
Referências
- ↑ (2005) "Sector Study for Education in Brazil" (PDF). ', Japan Bank for International Cooperation. Página visitada em 2008-06-10.
- ↑ a b Education. Brazil by Topics. Brazilian Government official website. Página visitada em 2008-06-11.
- ↑ a b "Cai proporção de jovens de 15 anos ou mais na escola", G1. Página visitada em 2008-09-19.
- ↑ "IBGE: analfabetismo cai, mas País está atrás da Bolívia", A TARDE On Line. Página visitada em 2008-09-19.
- ↑ "Cai proporção de jovens de 15 anos ou mais na escola", G1. Página visitada em 2008-09-19.
- ↑ "PNAD 2007"
- ↑ "Universidades públicas ganham das particulares no Enade 2006", UOL, 2007-05-31. Página visitada em 2008-06-10. (em Portuguese)
- ↑ Educação
- ↑ Edudata Brasil
- ↑ Artigo nº 29 do LDB.
- ↑ Folha OnLine
- ↑ Fonte
- ↑ OGlobo.com
- ↑ Educação separa o Brasil do 12º PIB do Brasil do 63º IDH
- ↑ Revista ISTOÉ, 02/08/06, pg. 7
- ↑ Gois, Antonio; Pinho, Angela. (30 de novembro de 2007).Alunos brasileiros ficam entre os últimos em ciências. Folha de S.Paulo
- ↑ Gois, Antonio; Pinho, Angela. (5 de dezembro de 2007). Brasil é reprovado, de novo, em matemática e leitura. Folha de S.Paulo
- ↑ Program for International Student Assessment (PISA). (2010). Highlights From PISA 2009 - Performance of U.S. 15-Year-Old Students in Reading, Mathematics, and Science Literacy in an International Context. U.S. Department of Education, acesso em 13 de dezembro de 2010
- ↑ Scolese, Eduardo. (5 de dezembro de 2007). Abaixo da média, São Paulo perde de Rondônia e Sergipe. Folha de S.Paulo
- ↑ Agência Brasil. Analfabetismo será erradicado neste década, diz Haddad, 16 de abril de 2010
[editar]Ligações externas